O inchaço abdominal é uma queixa frequente em consulta e caracteriza-se pela sensação de barriga dilatada, pesada ou tensa, muitas vezes acompanhada de gases, desconforto ou dor. Embora, na maioria dos casos esteja associado a hábitos alimentares e ao estilo de vida, o inchaço abdominal não deve ser desvalorizado, pois pode ser sinal de problemas digestivos, hormonais ou até de patologias mais graves.
O papel da consulta de nutrição no controlo do inchaço abdominal
É importante, em primeiro lugar e sempre que o sintoma é persistente, proceder a uma avaliação médica, antes de qualquer abordagem exclusivamente nutricional.
Após a exclusão de causas orgânicas pelo médico, a consulta de nutrição assume um papel fundamental na abordagem do inchaço abdominal. O nutricionista avalia o padrão alimentar, identifica possíveis intolerâncias, excessos ou défices nutricionais e constrói um plano alimentar ajustado às necessidades e tolerâncias individuais.
A consulta de nutrição permite também educar o doente para uma alimentação mais equilibrada, melhorar a digestão, reduzir a fermentação intestinal e promover o equilíbrio da flora intestinal de forma segura e sustentada.
É importante reforçar que qualquer plano alimentar para inchaço abdominal deve ser individualizado, uma vez que os alimentos que provocam sintomas variam de pessoa para pessoa.
Principais causas do inchaço abdominal
O inchaço abdominal pode ter várias origens. Entre as mais comuns encontram-se o consumo excessivo de alimentos fermentáveis, refeições muito volumosas, ingestão rápida dos alimentos, intolerâncias alimentares, obstipação, stress e sedentarismo. No entanto, também pode estar associado a condições clínicas como síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, doença celíaca, disbiose intestinal, alterações hormonais, infeções gastrointestinais ou problemas ginecológicos.
Por isso, apesar de a alimentação desempenhar um papel central na gestão do inchaço, é essencial reforçar que o diagnóstico deve ser sempre feito por um profissional de saúde, garantindo que não existe uma causa clínica subjacente que exija tratamento específico.
Alimentação e inchaço abdominal o que pode ajudar
Após a exclusão de qualquer patologia por avaliação médica, a alimentação pode desempenhar um papel muito positivo na redução do inchaço abdominal. Uma das primeiras estratégias consiste em identificar, com apoio de um nutricionista, os alimentos que provocam fermentação excessiva. Estes alimentos podem variar muito de pessoa para pessoa, pelo que este processo deve ser acompanhado para evitar restrições desnecessárias e potenciais défices nutricionais.
Dar preferência a refeições leves e com poucos ingredientes ajuda a otimizar a digestão e a reduzir o desconforto abdominal. Uma mastigação adequada e comer devagar são igualmente essenciais para minimizar a formação de gases.
Além disso, uma ingestão adequada de água ao longo do dia favorece o trânsito intestinal e previne a obstipação, que frequentemente contribui para o agravamento do inchaço abdominal.
A importância da flora intestinal no inchaço abdominal
O equilíbrio da microbiota intestinal tem um impacto direto na produção de gases e no abdómen distendido. Os probióticos, presentes em iogurtes naturais e kefir, podem ajudar a regular o funcionamento intestinal. Já os prebióticos, encontrados no alho, cebola cozida, aveia, alho-francês e banana, alimentam as bactérias benéficas.
No entanto, em pessoas com sensibilidade intestinal, estes alimentos podem inicialmente agravar os sintomas. Por isso, a sua introdução deve ser sempre avaliada e ajustada em contexto clínico, reforçando novamente a importância da avaliação por médico e nutricionista.
Inchaço abdominal não deve ser ignorado
O inchaço abdominal é muitas vezes banalizado, mas pode ser o primeiro sinal de alterações digestivas que merecem atenção.
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